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ECONOMIA

SETORES PRODUTIVOS

   O município de São Sebastião do Caí está localizado no trajeto entre Porto Alegre e os grandes centros da região da Serra, formando uma economia bem diversificada. A proximidade do rio Caí favorece a agricultura, principalmente na produção de cítricos como bergamota, laranja e limão, por este motivo a cidade é conhecida como sendo a Terra da Bergamota, e realiza a grande Festa da Bergamota.

SETOR PRIMÁRIO

   A produção agrícola é bastante diversificada, sendo predominante a cultura de cítricos e, conforme a Secretaria Municipal de Agricultura e a EMATER, a distribuição da produção local está distribuída da seguinte forma.

Olerícolas 26%, Milho 9%, Bergamota 16%, Laranja 39%, Limão 3%, Pepino 3%, Moranga 1%, Feijão Vagem 1%, Morango 1%, Pimentão 1%.

Com a produção e o consumo crescendo em torno de 10% ao ano, as frutas frescas se apresentam como uma das alternativas de produção para os pequenos produtores. Torna-se necessário criar demanda, com planejamento, capacitação e profissionalização dos produtores, incentivo às pesquisas e tecnologia e abertura de novos mercados, inclusive para exportação. O alto custo de produção e o valor final não estimulam a expansão na produção regional.

Há ainda a produção de repolho e couve-flor em 75 ha, com uma produção de 957 mil unidades de repolho e 42.500 unidades de couve-flor. O cultivo de tomates também está presente em 3 ha, produzindo 180 toneladas. Cerca de 11 ha estão sendo utilizados para o plantio de uvas e a produção de mel atingiu 9.120 kg, com cerca de 760 caixas em produção, no mesmo período.

De acordo com dados da EMATER local, no início da década de 1990 a quantidade de estabelecimentos agropecuários era de 2.800, ocupando uma área total de quase o dobro da área destinada à agricultura nos anos seguintes. Já a partir de 1996, o número de estabelecimentos caiu para 60%, mantendo a média nos anos posteriores. A lavoura permanente ocupa um área de cerca de 2.350 ha e a temporária uma média de 1.630 ha.

As áreas encontram-se distribuídas de acordo com o porte de cada estabelecimento, sendo que nos últimos anos a maioria se mantêm situada entre 10 e 100 ha, conforme o demonstrativo a seguir:  

Porte  

Quantidade   Área (Ha)  

Menos de 10 ha

868

6.994  
De 10 a 100 ha   903   10.142  
De 100 a 1000 ha   6   650  
Total   1.777 17.786 

A produção anual de leite é de 1,6 milhão de litros, com 1.440 cabeças de vacas produtoras. Em 1998 a produção foi de 1,1 milhão de litros, sendo o número de vacas ordenhadas, 1.300. O rebanho de bovinos está maior a cada ano, sendo que em 1996, o número de cabeças era de 4.147 e em 1998, cerca de 5.000. Não há estruturas para armazenagem de grãos, pois a atividade agrícola é de frutas e hortaliças. No entanto, alguns produtores armazenam milho em tonéis com capacidade para 150 kg

A pesca e o extrativismo mineral não são muito expressivos na região. Conforme dados da EMATER, são produzidas cerca de 17 toneladas de peixe, principalmente carpas capim, húngara, cabeça grande e prateada. A produção de peixes se dá exclusivamente para a utilização das famílias em sua alimentação, sendo produzidas em açudes nas áreas rurais.

A floricultura começa a despontar como nova tendência para o setor primário local. A produção de flores como crisântemos, cravos e rosas está em crescimento, foram colhidas 490 mil dúzias. Diversos tipos de mudas estão sendo produzidas, em número de 760 mil unidades comercializadas. Com isso, a utilização da plasticultura na floricultura está sendo incrementada cada vez mais, principalmente para manter a produção na entressafra.

Também a produção de flores em caixa como Pingo d’Ouro, Violeta e Alegria de Jardim está em elevação nos últimos anos, encaminhando a economia para a diversificação de culturas. Há necessidade de linhas de crédito para a implementação de estufas. O custo de produção, principalmente dos insumos, é apontado como fator negativo para o incremento das referidas culturas. Nos últimos anos, o uso de insumos na cultura do morango subiu cerca de 50% e na floricultura o uso de agrotóxicos diminuiu em 70%, devido à adoção da plasticultura e o uso de mudas importadas.

Conforme relatório da EMATER e da Secretaria da Agricultura, foram ministrados cursos de citricultura, saneamento básico, floricultura, agricultura biológica, adubação orgânica, minhocultura, embutidos e piscicultura, entre outros, ampliando as possibilidades de o produtor investir em outras produções que não sejam as tradicionais. A  instalação de câmaras frigoríficas para armazenagem de frutas e flores, possibilitaria aos produtores a venda da produção na entre-safra, e resultaria em um importante incremento na renda e na produção da riqueza para o município.

SETOR SECUNDÁRIO E TERCIÁRIO 

Neste ano contamos com dezenas de indústrias no município, destacando-se os setores de calçados e produtos alimentares.

CONSERVAS ODERICH – Genuinamente Caiense, segunda maior empresa em valor adicionado(11,64%), 91 anos junto a comunidade.

 CALÇADOS AZALEIA -A numero 01 em valor adicionado (58,30%). 

 Conforme já mencionado nos aspectos históricos do perfil de São Sebastião do Caí, o comercio foi o primeiro grande impulsionador da economia local, como entreposto de escoamento da produção da serra, bem como, supria a região com produtos manufaturados.

  Ainda hoje o comércio local ocupa seu espaço na economia, sendo centro varejista para os municípios limítrofes, tais como São José do Hortêncio, Harmonia, Tupandi, Pareci Novo e Bom Princípio.

  Com as facilidades de locomoção e a proximidade com São Leopoldo, Novo Hamburgo e até mesmo com Porto Alegre surgiram dois fatores que vêm influindo no desempenho deste segmento, quais sejam: os comerciantes tem acesso aos mais variados produtos, podendo disponibilizar qualidade e preço para as diversas classes da população, e por outro lado, os consumidores com um poder de aquisição financeiro maior, podem optar por comprar nos grandes centros, prejudicando não só o comércio local, como todos os outros segmentos, por não atender a demanda local nos mesmos padrões oferecidos pelos maiores centros.

 O setor conta com o Câmara dos Diretores Lojistas - CDL que desenvolve diversas atividades para incrementar as vendas, como a campanha “Compre em Caí”, que aproveita a época do fim de ano e as compras de Natal para incentivar as vendas. O CDL também auxilia na qualificação do empresariado local através de parceria com o SEBRAE.

  A Secretaria da Fazenda tem catalogado um total de 691 estabelecimentos (incluindo indústria, comércio e prestação de serviços). Destes, 152 estão desativados. Considerando a representatividade por valor adicionado, as duas maiores empresas do município (industrias) são responsáveis por 71,06% do valor agregado municipal. Se considerarmos as 10 empresas mais representativas, teremos 82,88%; e as 50 mais representativas,teremos 92,32% do valor adicionado. Das empresas/profissionais ativos, 489 representam 7,68% do VA, demonstrando uma grande concentração (92%) da capacidade de geração de riquezas em menos de 10% dos estabelecimentos.

  Podemos observar que o comercio local é responsável por aproximadamente 15% do valor adicionado do município, sendo que, devido ao grande número de estabelecimentos comerciais, o valor médio é de 0,03% por comerciante.

  Mesmo que haja uma grande concentração no poder de arrecadação em poucas indústrias, como foi acima citado, nem por isso aquelas de menor porte podem ser vistas como de menor importância, muito pelo contrário, pois abrem vários postos de trabalho, sabendo-se que o fato de ofertar empregos é de vital importância para a criação e manutenção de uma economia saudável gerando desenvolvimento equilibrado e socialmente mais justo.  

 

ECONOMIA INFORMAL, PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, SERVIÇOS AUTÕNOMOS E PROFISSIONAIS LIBERAIS

De acordo com o setor de arrecadação da Prefeitura Municipal, existem mais de cem profissões cadastradas como autônomas, somando mais de setecentas pessoas que possuem alvará para o exercício dessas profissões.


Considerações Finais: O presente trabalho não pretende ser definitivo, nem categórico em suas observações e conclusões. Tem caráter interdisciplinar e procurar abranger todos os aspectos da vida de São Sebastião do Caí, considerando as contribuições dos mais diferentes segmentos da comunidade, aliados aos dados estatísticos. Seu objetivo é servir como uma ferramenta aos gestores e planejadores do município, evidenciando suas potencialidades, demandas, carências e vocações, com vistas à promoção do desenvolvimento local sustentado, alavancando a economia local, qualificando as condições de vida dos moradores e preservando o meio ambiente.
DADOS E FONTES Perfil do Município, editado pela Agência da Caixa Econômica Federal de São Sebastião do Cai, Secretarias Municipais, Arquivo Municipal.
Elaboração final e Fotografias: Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de São Sebastião do Cai- RS, Pedro Griebler – contatos fone: 0xx51- 635-1066 – email:imprecai.pg@terra.com.br
Colaboração: Neiva Esteves, coordenadora do Museu Histórico Vale do Caí.


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